Se pudesse falar com a sua pele, o que lhe diria?

Se pudesse falar com a sua pele, o que lhe diria?
Cuidados de Pele
Se pudesse falar com a sua pele, o que lhe diria?

Simone de Oliveira, Inês Aguiar, Sara Tavares e Cláudia Vieira uniram-se a "Ama a Tua Pele”. Acompanhámos a criação deste projecto de sensibilização e falámos em exclusivo com algumas das suas vozes.







"E se pudesse ter uma conversa a sós com a sua pele, o que lhe diria?” Este é o desafio lançado pelo movimento "Ama a tua pele” que vai ser apresentado hoje à noite, 12 de maio, no Coliseu dos Recreios. Trata-se de uma iniciativa da marca L'Oréal Paris e da plataforma Maria Capaz que procura despertar as portuguesas para cuidarem de si e que, além de um projeto de sensibilização para os cuidados de pele, tem também um cariz de responsabilidade social.

O projeto vai ser lançado com vários vídeos de mulheres que foram convidadas a falar da relação com a sua pele e que, por serem conhecidas e inspiradoras para o público, vão servir de mote para chamar a atenção da importância da auto-estima. Falámos em exclusivo com algumas das porta-vozes deste movimento e fomos procurar saber a mensagem que pretendem passar.




Simone de Oliveira



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"Se eu gostava de ter menos 250 rugas? Claro, sobretudo de manhã quando acordo, só tendo dormido duas horas, olho ao espelho e fico ‘ai que susto' mas depois lá dou um jeitinho e a coisa passa. Não vivo obcecada com isto”, disse-nos Simone de Oliveira entre risos. A cantora e atriz confessa ser contra as cirurgias plásticas: "A pessoa perde a personalidade, o sorriso não é igual, os olhos falam de outra maneira, a boca fica sempre diferente. Aceito que as pessoas queiram ser mais novas mas eu não quero, agora com 77 anos, parecer que tenho 60 – quero parecer uma mulher com a idade que tenho, feliz com a sua pele e com o seu corpo. Se vamos vivendo e mudando, também vamos tendo a pele que a vida nos vai dando”, explica. Simone partilhou com o Observador não ser uma mulher que se perde em muitos cuidados mas, reforça, nunca dormiu maquilhada. "Tenho o cuidado que é necessário sem ser em excesso. Quando atuo, levo os cremes e a maquilhagem certa porque quero que a imagem que as pessoas tenham de mim seja verdadeira. No dia em que fiz a mastectomia, pedi ao médico para ir ao cabeleireiro e maquilhei-me. Não chorei (embora todos à minha volta chorassem quando me viam), apenas queria sentir-me bem. Este é o tipo de beleza que defendo. Porque gosto muito de mim, gosto muito de viver na minha pele e tento, sob esse aspecto, mimar-me e mimá-la a ela.”



Cláudia Vieira



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Habituada a dar o rosto por produtos de beleza, Cláudia Vieira disse-nos que falar da pele é fácil, falar com a pele é que é o desafio: "Confesso que, quando isto me foi lançado, achei um absurdo. Falar com a minha pele? Que tipo de diálogo posso ter? Mas a verdade é que ela torna-se uma companheira, conhece-nos melhor que ninguém, descreve aquilo que sentimos, aquilo que somos… Porque a pele também é como uma voz. Passa emoções, passa o nosso estado de alma. Eu tenho uma pele muito reactiva, muito sensível, e ela representa aquilo que eu represento. Eu também sou sensível e reactiva ao dia-a-dia. Quando acordo com uma má cara, uma má pele, acabo por passar isso aos outros. A pele mexe muito com a nossa auto-estima e o que procuro é lançar um aviso de cuidar e de proteger para que não seja tarde demais. É isto que eu faço todos os dias. Desafio as portuguesas a pensar naquilo que diriam à sua pele se fosse para lhe agradecer ou para criticar. E isto leva-nos a pensar a relação que temos com a nossa pele. Se a protegemos, se a defendemos, se a sujeitamos às agressões da nossa vida, da nossa profissão, do nosso dia-a-dia… Pensar nisto colocou-me numa posição de confronto comigo mesma.”



Sara Tavares



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Sara Tavares acrescenta que a pele é o cartão de visita de qualquer pessoa e, quando se tem uma boa pele, ela própria também comunica. "Eu sou uma sortuda porque a minha mãe tem quase 60 anos e não tem uma única ruga, tem a ver com os genes africanos. Mas não é por isso que deixo de cuidar dela – limpeza e hidratação sempre. Também um bocadinho de sol e mar”, partilhou, entre risos. Sara procura, com esta campanha, passar uma mensagem de que a pele é para ser estimada como a nossa casa: "Vivemos dentro dela, é tão importante que seja estimada e amada. Também acho que estou a dar a cara por todas as mulheres que representam a cor café, a cor mulata. E tenho muito orgulho disso. O que quero transmitir a mim mesma (e às outras mulheres)? Lembrar-me de beber mais água, dormir mais e fumar menos.”



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Para impulsionar o movimento, a plataforma Maria Capaz, que tem como fundadoras Rita Ferro Rodrigues e Iva Domingues, será parceira na campanha de consciencialização ao longo do ano. “Vamos desenvolver vários conteúdos que vão ajudar e ensinar as mulheres a sentirem-se bem na sua pele, a não serem tão críticas com elas próprias, a aceitarem a sua história, o seu mapa — cada ruga conta qualquer coisa”, diz Rita. Para Iva, este é um tema ao qual é mais sensível porque lida com ele todos os dias. "Tenho psoríase e, como tal, não me sinto, muitas vezes, bem na minha pele. Desde os 14 anos que não sei o que é ter uma pele saudável, bonita, naturalmente hidratada, brilhante, porque a minha é problemática. E tive de aceitá-la assim e aprender a ser feliz assim. A Maria Capaz quer, por isso, ajudar as outras mulheres a perceber como é importante aceitarem-se porque não há outra forma. Eu tenho de fazer este trabalho diariamente. Tenho de aceitar a minha pele como ela é, as vezes melhor, outras vezes pior, mas é nela que tenho de morar.”



ama a tua pele making of



Além da vertente de consciencialização, este projecto tem ainda uma forte componente social. "Vamos apoiar alguns projetos que trabalhem a auto-estima junto das mulheres, como a start up portuguesa We Care On, que dá consultas de psicologia e coaching online, por telefone ou Skype, a pessoas que não têm possibilidade de se deslocar a uma consulta”, diz Margarida Condado, diretora de Marketing da L'Oréal Paris. “Vamos também dar apoio às mulheres presentes na ala de psiquiatria do Hospital de Santa Maria, às mães de crianças doentes no IPO, entre outros, porque, muitas vezes, a nossa auto-estima é afetada não só por coisas nossas mas por outras relacionadas com as pessoas de quem gostamos e por efeitos exteriores à nossa pele.”



Fonte: Observador

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